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2º dia do FLIN é marcado pela participação de Itamar Vieira Junior, Auritha Tabajara e Michelliny Verunschk

As transformações do mundo foi pauta da mesa que trouxe o premiado autor Itamar Vieira Junior e a escritora Paulliny Tort para o Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras, dentro do Festival Literário Nacional – FLIN, organizado pelo Governo do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA). Além da mesa, editoras baianas trouxeram publicações para a Passarela do Livro.

Em um diálogo sobre a terra, Itamar Vieira Junior, que retornou ao bairro de Cajazeiras para o evento, lembra da infância e da visita aos seus familiares na região. “Cajazeiras, embora tenha os efeitos da urbanidade, nos lembra aquele cheiro de áreas verdes, de imagens que nos esquecemos com a ideia de progresso”, relatou o ganhador do Prêmio Jabuti. A partir das provocações do jornalista Renato Cordeiro, os autores refletiram sobre o conceito da mesa ‘O mundo que nos restará a partir de agora’. “O mundo é um personagem que interage com a gente e nossas transformações”, ilustrou o autor de ‘Torto Arado’, que apontou como a leitura nos ajuda a refletir sobre a finitude do tempo e da vida.

Durante a manhã, o palco Arena recebeu a paraibana Michelliny Verunshk e a cordelista cearense Auritha Tabajara para a mesa ‘Onça que ruge, onça que fala’. “O país não reconhece a sua história indígena, o que impossibilita o ensinamento de outras narrativas nacionais”,  pontua Auritha. Em seu trabalho ‘O Som do Rugido’, Michelliny recria uma análise do antropólogo Boaventura Sousa Santos através do verso “Somos todos onça, exceto quem não é”. As autoras discutiram a presença dos saberes dos povos tradicionais em suas escritas.

Com o intuito de trabalhar com outros campos da leitura, o Espaço Virtual – Boca de Afofô surge no FLIN como um ‘mesacast’, com o mote ‘Sua história passa por aqui’, mediado por Clíssio Santana, coordenador do espaço e Camilla França, jornalista e apresentadora do Umbu Podcast. Nesta sexta-feira (11) o espaço reuniu nomes como o humorista Tiago Banha, o jornalista André Santana, o mobilizador social Cairo Costa, a poeta Jeane Oliveira e o antropólogo Felipe Tuxá. Com discussões sobre a seriedade e o riso e a cultura como forma de educação social, o ‘mesacast’ teve transmissão ao vivo pelo canal do youtube da FPC (@fpedrocalmon).

A vivência de crianças e adolescentes com a leitura, foi destaque na manhã do segundo dia do FLIN. A mesa “Os Livros, A Leitura e Suas Crias”, discutiu a relação dos jovens com os livros e a leitura. O bate-papo contou com a presença do digital influencer, Adriel Bispo e dos estudantes Felipe Sacramento e Ana Beatryz, com mediação da professora do Colégio Estadual Edvaldo Brandão, Liliane Vasconcelos. Com uma plateia lotada de crianças e adolescentes, a conversa trouxe temas como racismo e responsabilidade social, trazidos pela visão dos jovens. “A leitura mudou minha presença na sociedade, me ajudou na formação como uma pessoa negra”, declara Adriel.

Livros lançam outras perspectivas do mundo

“Literatura é a base da revolução de uma sociedade. Se nos atrelamos ao saber podemos caminhar com tudo isso. Eu sou de uma época em que nos livros estavam escritos que a população negra era escrava, hoje, os livros nos dizem que este povo foi escravizado”, avalia Suely de Melo, chefe de gabinete da FPC. “Lançamentos como o que acontecem aqui traz para Cajazeiras, e para outros contextos, atualizações do mundo em que vivemos”, destacou.

Entre os lançamentos da tarde, estiveram os livros de Itamar Vieira Junior, “Dorimar ou a Odisséia”, e publicações de outras editoras. Ana Fátima, à frente da Ereginga Educação, uma editora voltada a publicação de obras de autoria negra e com foco no público infanto-juvenil destacou a importância do Flin. “Este momento revitaliza nossas imagens e emoções, põe o público em contato direto com as obras e os escritores, e é uma oportunidade primordial”, ressaltou.

No último dia do Flin, 11 de junho, a manhã traz a paraibana Bixarte e o escritor baiano Esteban Rodrigues, que conversam sobre como a literatura impacta na saúde mental de pessoas trans. Durante a tarde, a resenha e o riso ficam por conta dos humoristas Jhordan Matheus e Tiago Banha, e no encerramento da programação a Banda Afrocidade sobe ao palco do festival.

Fonte: Ascom/FPC

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