Indústria brasileira está comprometida com a sustentabilidade, diz diretora da CNI na COP27

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 A diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mônica Messenberg, destacou o comprometimento da indústria brasileira com a questão ambiental. “Hoje, realmente temos uma indústria preocupada com a sustentabilidade”, afirmou durante a programação da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP27), que ocorreu no Egito entre os dias 6 e 18 de novembro.

Segundo a diretora, esse empenho vai além da importância ambiental, já que também se trata de uma questão de “sobrevivência do negócio.” Mônica Messenberg destacou a relevância da participação do setor nos debates sobre mudanças climáticas. “É uma forma de a gente mostrar o que a indústria tem feito em prol da descarbonização e da melhora da sustentabilidade industrial como um todo”, pontuou. 

Mercado de carbono é um dos principais temas debatidos na COP27

Brasil precisa adotar plano consistente para descarbonizar economia, afirma presidente da CNI

Em meio aos debates na COP27, a CNI promoveu o evento Brazilian Industry Day, que teve como objetivo aprofundar o debate sobre quatro pilares de sustentabilidade da indústria, além da apresentação de experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

Pilares essenciais para uma indústria sustentável

Para a CNI, inicialmente, são necessários debates sobre quatro pilares compreendidos como relevantes para um contexto de indústria sustentável. São eles: mercado de carbono, transição energética, economia circular e conservação florestal. Confira o que cada pilar representa. 

O ponto relacionado ao mercado de carbono diz respeito à promoção e a regulação do mercado de carbono por meio de um mercado regulado no modelo cap and trade, capaz de estimular o ambiente de negócios, assim como a inovação e competitividade empresarial, sem aumentar a carga tributária. 

Quanto à transição energética, as discussões devem envolver a expansão e a diversificação das fontes renováveis (eólica, solar e bioenergia) para geração de energia, por meio de novas tecnologias, como é o caso do hidrogênio verde. 

Já acerca da economia circular, a entidade defende que é possível adotar um modelo econômico com o intuito de reaproveitar ao máximo os recursos, evitando o desperdício e preservando o meio ambiente, com menor geração de resíduos. 

Por fim, em relação à conservação florestal, a CNI entende que a indústria de base florestal precisa desenvolver todo o seu potencial, tanto pelo crescimento da produção quanto pela promoção de novos produtos e modelos de negócio com foco no desenvolvimento de novos materiais.

De acordo com a entidade, a criação de um ambiente de negócios favorável e o fortalecimento das instituições que cuidam do tema são fatores essenciais para a melhoria da competitividade do setor e para o desenvolvimento do potencial florestal do Brasil, tanto de florestas plantadas quanto de nativas.
 

Brasil 61

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